17 de dezembro: Dia X pelo Xingu – Dia de luta contra Belo Monte

No próximo dia 17 de dezembro de 2011, sábado, ativistas de movimentos sociais sairão às ruas mais uma vez para protestar contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A Marcha denominada “Dia X pelo Xingu – Dia de luta contra Belo Monte” pretende percorrer as principais ruas do centro da capital para denunciar o crime socioambiental que está sendo realizado contra os povos da Amazônia.
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Locais e datas das manifestações
Belém, dia 17, concentração às 8h em frente ao Teatro da Paz
http://www.facebook.com/events/120275634750647/
Altamira, dia 17, as 8:00h na feira grande de Altamira. Às 19:00, apresentação de videos sobre as destruição das hidrelçetricas belo monte na Orla do Cais
São Paulo, dia 17, concentração às 14 h no vão livre do MASP
https://www.facebook.com/events/203015226446168/
Rio de Janeiro, dia 17, às 13 hr no Posto 4 em Copacabanahttp://www.facebook.com/events/305836556108069/
Cuiabá, dia 17, a partir das 9h na Pça. Alencastro
Manaus, dia 17, a partir das 8:30h na Pça. da Saudade
http://www.facebook.com/events/115048181943838/
Salvador, dia 17, a partir das 9h na Pça. Castro Alves
https://www.facebook.com/events/222753121128429/
Porto Alegre, dia 17, a partir das 17 h na Usina do Gasômetro
https://www.facebook.com/events/311991998819649/
Curitiba, dia 17, das 10:00 às 12:30 na Pça. Santos de Andrade
https://www.facebook.com/events/144334902340968/
Campinas, dia 17, a partir das 15h em frente ao Carmo Chop
https://www.facebook.com/events/101503719966736/
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Sugestões de materiais para campanha/download
Panfleto
Panfleto Frente
Panfleto Verso
Banners e faixas
http://www.xinguvivo.org.br/materiais-para-baixar
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Os 11.000 MW de energia que seriam gerados a partir de 2020, o que tornaria a usina a terceira maior do mundo, seriam produzidos somente durantes uns 3-4 meses ao ano, durante a cheia do rio. Nos outros meses a produção de energia cairia até chegar a menos de 1.000 MW. A média anual seria de 4.500 MW.
Essa quantidade de energia pode ser conseguida de várias outras maneiras. Estudos da Universidade de São Paulo afirmam que modernizando as atuais hidrelétricas o governo aumentaria em até 7.600 MW, sem que nenhuma nova usina seja construída. Somente em energia eólica (ventos) o país deverá estar produzindo, a partir de 2014, cerca de 5.000 MW. E ainda tem a energia solar e biomassa (com projetos de 13.000 MW até 2020). Ou seja: não é necessário construir Belo Monte para se gerar mais energia.
No pico da construção seriam ofertados 41 mil empregos. Mas, segundo os estudos do próprio governo, seriam atraídas para a região 96 mil pessoas. Ou seja: Belo Monte vai gerar 55 mil novos desempregados para Altamira e região.
Não há desenvolvimento sem investimentos na melhoria da qualidade de vida. E a Norte Energia – NESA, empresa que está construindo a usina, desde julho/2011, já demonstrou que atua com o único objetivo de aumentar seus lucros, sem se importar com a população local. No início de novembro demitiu 170 trabalhadores porque eles protestaram contra as péssimas condições de trabalho.
A Prefeitura de Altamira elaborou um documento, assinado junto com os 11 vereadores do município, no qual pede a suspensão das atividades no canteiro de obras, pois denuncia que a NESA não está cumprindo os programas de infraestrutura que seriam necessários para atender a chegada de milhares de pessoas em busca de emprego. Altamira está um caos, conforme previsto.
Uma barragem iria desviar o curso do rio, deixando 100 km praticamente secos. E essa parte do Rio Xingu, denominada Volta Grande, é o lar de duas grandes comunidades indígenas. O rio fornece 80% da proteína (peixes) consumida pelos seus habitantes. Sem o rio, não há como os povos indígenas sobreviverem.
Além disso, espécies como o acari-zebra, um peixe ornamental, que só existe no Xingu, cuja captura está proibida pelo IBAMA, pode ser extinto. Também as áreas de desova de tartarugas e tracajás, estão ameaçadas.
E sabe quem vai pagar por toda essa destruição? Você! O BNDES deve emprestar cerca de R$ 24 bilhões, com juros baixíssimos e parcelas a perder de vista. É dinheiro público (seu dinheiro), que poderia ser investido na construção de redes de saneamento, escolas, hospitais e casas populares.